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Quinta-feira, 19 de Maio de 2005
Há certas coisas que dão para reflectirmos sobre a vida...

Há certas coisas que dão para pensarmos e reflectimos sobre a vida...

 

Levamos o dia a dia preocupados em entregar um trabalho para a faculdade, ou estudar para um exame, em acabar aquele oficio que o chefe nos entregou, ou preocupados com as produções da empresa que gerimos, com as leis politicas que temos de saber para defender um cliente, ou preocupados com aquele aluno que ainda não aprendeu a multiplicar...

preocupamo-nos se temos ou não namorado, se vamos ou não casar, se o marido ou a esposa têm alguma amante, porque razão chegou ele/ela tarde a casa...

preocupamo-nos se vestimos o 38 ou o 36 de calças, preocupamo-nos com o que vão as outras pessoas dizer quando nos virem mais gordas/magras...

preocupamo-nos em visitar o ginásio e fazer o máximo de exercício para resplandecer quando chegamos à praia...

preocupamo-nos em sair a noite com os amigos, apanharmos uma grande bebedeira para mostrar-mos que somos "bons" e que podemos dizer todas as baboseiras da boca para fora sem nos preocuparmos com as consequencias, preocupamo-nos em dançar com x ou y, em curtir com 2 ou 3 gajas/gajos numa só noite, em chegar a casa quando o sol já vai alto para podermos dizer: saí à noite e só voltei no outro dia... com um ar de orgulho presumido...

preocupamo-nos em ser os melhores em tudo o que fazemos, conseguir todos os louros que estão ao nosso alcance...

preocupamo-nos em ganhar dinheiro suficiente para podermos ir ao cinema ver filmes que retratam ou guerras do século passado, ou filmes de romances que já não existem nos dias de hoje, ou para vermos ficção que não existe... ou para irmos às compras e comprarmos uma loja toda em busca de peça de roupa k nos transforma na "perfeição" em mulher/homem...

 

Preocupamo-nos com tudo isto e muito mais... e chamamos viver a isto tudo...

Viver... viver....

 

Mas será que somos o suficientemente felizes com tudo isto?

Será que é termos uma boa nota num trabalho, sermos bem sucedidos no emprego, termos alguém que nos corresponda no amor, sermos belos e conhecidos em todo o mundo como pessoas de bem, será que é mesmo isto que nos faz felizes?

Não digo que não contribua...

 

Mas nada no mundo para mim se compara a um beijo e um abraço das pessoas que mais amo neste mundo...

 

Nada neste mundo se compara ao facto de quando acordo de manhã possa dizer a todos os que amo "BOM DIA"

 

Nada me pode dar mais alegria do que estar reunida com os que amo...  e saber que eles me amam, se preocupam comigo e que jamais deixarão de me amar, faça o que eu fizer...

 

Estou a falar da família...

 

É com a nossa família que partilhamos os primeiros momentos de alegria neste mundo... e também esses sentimentos são os mais puros que podemos experimentar na nossa vida...

 

É com a nossa família que podemos partilhar os nossos problemas e sabermos que vamos ser ouvidos... São eles que seguramente nos dão apoio nos momentos mais dificeis...

 

São eles as pessoas que mais nos respeitam e são eles que inexplicavelmente queremos que fiquem perto de nós até ao fim das nossas vidas... Mas também são eles que nos abandonam fisicamente quando menos esperamos e enquanto andamos preocupados com dinheiro que não chega, os trabalhos que temos para fazer, o namorado/namorada que não responde à mensagem, o chefe que não nos promove, a balança que não desce/sobe nem um kg, etc....

 

O que é que têm todas as nossas preocupações a ver com a única preocupação de podermos beijar e dizer o kanto x pessoa foi importante para nós, antes que essa pessoa inspire as últimas moléculas de oxigénio da sua vida...

 

Porquê preocuparmo-nos com coisas supérfulas que vão e vêm, são intemporais e construidas pelo poder humano...

 

Se há algo mais importante e que por acaso não teve a mão humana para poder existir... O AMOR...

 

Aquele amor que nos une às primeiras pessoas que encontrámos quando chegámos a este mundo...

Aquelas pessoas que nos acarinharam e nos sorriram mesmo sem nos conhecerem ao nos verem na pele de um enrugado, chorão e careca bebé...

 

E até mesmo aquelas pessoas que nos vão buscar a uma instituição de adopção e nos chamam de "seus filhos" sem saberem o passado penoso que podemos ter tido... e que apesar de não nos terem sorriso após o nosso primeiro choro de vida, apareceram para nos amar...

 

Mas o que é que pode ser mais importante que o amor que temos à nossa família?

 

Amor ao namorado(a)/conjugue.... ???? mas o que é isso??? isso tão rapidamente começa como tão rapidamente pode acabar...

O único amor que pode ser criado entre essas duas pessoas, é aquele que é atribuído a um bebé fruto do "amor entre duas pessoas" ,como vcs dizem, mas k n passa de sexo animal e imoral...

O "ser" que nasce de uma relação entre nós e outra pessoa é que é da nossa "família"... é a ele que vamos amar aconteça que acontecer...

 

É estranho... como nos dão ao nascer o amor de família, nós pensamos que esse amor vai estar sempre connosco...  mais tarde ou mais cedo quando menos esperamos ficamos sem essa pessoa e cria-se em nós uma revolta de não termos feito o bem suficiente a essa pessoa, nem termos agradecido a essa pessoa todo oa mor que ela nos deu... é então que nos lembramos de comprar o mais belo jazigo e decora-lo com flores, dizeres belos... MAS PARA QUÊ? SE ESSA PESSOA NÃO OS PODE LER???? SE ESSA PESSOA NÃO PODE APRECIAR A ARTE DO JAZIGO? SE ESSA PESSOA JÁ NÃO PODE SENTIR O CHEIRO DAS FLORES....

 

Porque não havemos de dizer o quanto alguém é importante para nós em vida?

Porque não havemos de a(o) levar ao mais belo jardim repleto de flores?

Porque não havemos de encher esse alguém de mimos e carinhos em vez de o(a) culparmos dos nossos problemas e chamar-lhes de: "xata(o)!!!!"

Porque não havemos de escutar o som das suas palavras por mais inuteis que sejam...

São palavras que  havemos de recordar para sempre... porque foi a partir delas que aprendemos a conhecer a nossa língua e a falar... e foi dessas palavras que ouvimos:

"Minha querida filha/neta/bisneta/irmã/sobrinha..."

Foi do som das suas palavras que ouvimos as palavras que mais precisavamos de ouvir nos momentos mais dificeis da nossa vida...

 

A família está sempre connosco e ama-nos muito, mas para quê desperdiçamos a nossa vida com fraquezas humanas e não com a ternura do olhar daqueles que mais nos querem bem...

 

para terminar... só me resta pedir áqueles que leram isto e que acenaram que "sim" ou "não", em algumas partes do que escrevi, ou que até por ventura já têm uma lágrima a sair do olho...  que ainda hoje dêm um beijo/abracem/digam o quanto amam a alguém que vos sorriu quando vocês nasceram, mesmo sabendo que esse sorriso podia ser ou não retribuído...

 

 

 

 

E lembrem-se...

Desde que existe morte, imediatamente a vida é absurda... (Amália Rodrigues)

 

Não a desperdicem com coisas supérfluas, que por muita alegria que vos tragam num momento, não vos dão amor...


I feel:
Estou a ouvir...: Músicas da Amália Rodrigues- Musical da Amália...

Publicado por... anynhasblog às 19:50
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