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Segunda-feira, 23 de Março de 2009
...

 

 
Não há dúvida que 2008 foi um ano em grande para mim;
-terminei o curso que tanto lutei para conseguir;
- Consegui arranjar emprego na minha área (o que é de louvar face à crise de desemprego na classe docente);
- Fortifiquei a minha relação com o meu namorado;
- Quebrei o “gelo” com os meus padrinhos e prima que estava travado há algum tempo…
 
 
Mas parece que a discussão que tive com o meu namorado no 1º dia de 2009, era uma premonição de tudo o que ia me suceder nas semanas seguintes…
Claro que as discussões resolvem-se… ou para o bem ou para o mal! Ou fortificam a relação se ela tem raízes e essência para continuar, ou destroem-na…
Claro que tudo ficou bem depois de algumas lágrimas… e quero pensar que esse dia é um pouco do prognóstico de 2009… Pois afinal de contas tudo nesse primeiro dia de 2009 terminou em bem.
 
Apesar de em Colares estar a trabalhar no que gostava, de ter ânimo e gozo no excesso de trabalho que tinha e apesar da pouca disponibilidade que tinha para os que me rodeavam… sentia-me realizada. Tinha criado uma empatia enorme com os alunos, já começava a orientar cada vez mais rotinas de trabalho que me facilitavam o trabalho de professora e favoreciam a aprendizagem deles… mas tudo isso dá muito trabalho, principalmente quando se fala do 1ºciclo e de uma turma de 2ºano!
Mas haviam pontos negativos a meu favor:
- Nunca tinha contactado com o programa de 2ºano, tive que portanto que definir estratégias de ensino para toda a matéria… Já para não falar de que tinha de corrigir tudo o que os alunos faziam… mas tudo mesmo!!!!  
- Como estava numa instituição particular, tinha que trabalhar em função das exigências dos pais e dei por mim a fazer diferentes trabalhos de casa que distribuía por diferentes alunos.
- Depois vinham as burocracias dos alunos com maiores dificuldades… planos de recuperação, ter que preparar actividades diferenciadas para os alunos com maiores dificuldades, disponibilizar o meu tempo para esses alunos… Apoio de materiais de outros professores do colégio? ZERO
- A juntar a isto vinham as críticas dos outros membros do pessoal docente que me deprimiam e que em parte faziam-me pôr em causa todo o trabalho que estava a fazer.
 - Já para não falar das reuniões que se prolongavam por horas intermináveis à volta de assuntos que não levava ninguém a lado algum… E nunca se falava do que realmente havia para se tratar nas reuniões.
- E depois eram as “festinhas” com paizinhos, avós, etc… e as reuniões que para mim ainda era menos relativo… mas tudo isso levava tempo!
Não sei até que ponto isto é normal na docência … mas eu andava sempre com 6/7 horas de sono e cheguei quase a adormecer ao volante nos 25km que fazia em cada viagem de casa-escola ou escola-casa.
Não tinha conhecimento de qualquer notícia que passava na televisão por mais mediática que fosse. Ao fim-semana sentia que não tinha visto a minha família com quem estava fisicamente todos os dias.
Claro que o fim-semana seria suposto ser para descansar, mas com dois grupos de catequese para dar e aulas para preparar… como é que eu conseguia repousar???
Já para não falar que durante a semana ainda dava explicações…
Não sei como, mas agora parece que eu “adorava” essa vida que não vivia…
Apareceu um suposto trabalho numa escola pública, numa turma repleta de problemas, onde eu iria assumir direcção. Eu vinha “acorrentada” de uma saída dolorosa de Colares e as saudades dos laços que criei com as crianças e com algum pessoal da escola deixaram-me muito fragilizada!
Rejeitei logo o desafio impossível que se me deparava numa escola pública. O que me faltava naquele momento? Apanhar dos alunos?
Todo este momento de “viragem” apanhou o meu 24ºaniversário, uma discussão com o meu pai e a ausência do meu namorado por estar a trabalhar para amigos…
Eram os meus anos… e toda a minha solidão bem como as tormentas que abalavam a minha vida profissional pareciam-me só ter solução na “Boca do Inferno”…
Senti o cheiro o do mar e ouvi a força do mar a bater contra as rochas… mas a lembrança da minha mãe, irmã, avó e avô que tanto amo e sei que me amam… foi mais forte … e não os quis desiludir, nem fazer sofrer! Era preferível eu carregar toda a minha dor do que passá-la para inocentes que só querem o meu bem.
Tudo passou… 
Embora resultasse mais tarde uma discussão tempestuosa com o meu namorado que a meu ver só fortificou a nossa relação e lhe fez abrir os olhos perante a dor que me fez passar no dia dos namorados e meu aniversário…
Mas a nível de emprego, Colares anulou-me qualquer entusiasmo por novas experiências e empregos…
O pensar que poderia lá estar e do quão “bem” lá estava faz-me sonhar muitas noites que ainda lá estou, para depois acordar e ver que tudo já passou!
Possíveis empregos, novas propostas são anuladas inconscientemente ao me lembrar que podia estar em Colares ainda!
Foi a minha primeira experiência como professora e apesar de todo o trabalho que tive, eu adorava o que estava a fazer. Claro que não levava uma vida fácil… mas adorava os meus alunos e adorava trabalhar com eles.
Anulei a minha relação por outras crianças por estar presa ao afecto de quem me afastei sem me poder despedir…
Nem mesmo na catequese consigo voltar a ser meiga e carinhosa como outrora fui…
Penso sempre que podia estar em Colares até ao final deste ano e desinteresso-me por qualquer proposta de emprego. Embora pareça inicialmente aliciante, quando chega à hora “H” desinteressa-me e aterroriza-me por não ser o que quero…
Isto está a dar cabo de mim pois estou cansada de estar no desemprego e sentir-me um verme por não trabalhar…
Dou explicações… mas isso não é nada! Isso é mais um “hobbie”, não uma profissão propriamente dita…
Há dias em que não saio da “cama”… outros em que me levanto e ando por aí a tentar ocupar a cabeça e a tentar não sentir a angústia que me vai na alma!
Hoje finalmente consegui passar para o “papel” o que sinto, o que me vai na alma… como se desabafasse sem ser interrompida pelo outro lado com conselhos do tipo:
“- Mas tens de conseguir ultrapassar isso…”
“- Tens de esquecer aquilo que já deixaste…”
“- Não te preocupes que logo vais encontrar algo que te faça sentir realizada.”
“- Vais ter muitas situações destas.”
São frases que nada me dizem, que não me confortam a alma…
Parece que perdi aquela força de ir em busca de novos desafios… que tanto me caracterizou na primeira maratona de procura de trabalho! Foi uma busca incessante até encontrar o que realmente queria!
Aquela força de saber o que queria e de experimentar novos desafios!
Agora tudo me assusta e o meu refúgio é pensar nos bons momentos que passei em Colares.
Mas não sei o quero e não tenho forças para o descobrir…

 


I feel:
Estou a ouvir...: Silêncio da noite...

Publicado por... anynhasblog às 03:17
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4 comentários:
De milly a 31 de Março de 2009 às 14:07
obrigada por teres passado pelo meu cantinho!
vi que estás a passar um momento difícil, espero que tudo se componha! pareces ser uma pessoa corajosa, por isso acredita em ti! :)
bjs


De Princess Katy a 20 de Maio de 2010 às 21:15
olaaaaaa


De Diana a 18 de Junho de 2010 às 20:16
Visita e comenta o meu blog,por favor :)


De vania a 28 de Junho de 2010 às 15:57
Olá
Não gostavas de obter os produtos Oriflame com muito desconto?
Diz o que pensas no meu blog.


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