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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007
Londres

 
Quem me conhece bem, sabe que não gosto muito de viajar e que o avião não é o meu meio de transporte favorito. No entanto neste ano contrariei esta minha tendência com uma visita a Londres.
Lembro-me que no 7ºano fiz uma apresentação oral, para a qual estava muito nervosa, sobre a minha viagem de sonho. Escolhi Londres e falei um bocadito da cidade e até tive uma boa nota na apresentação. Mas definitivamente que Londres não foi assim uma cidade que eu ansiasse conhecer desesperadamente! Até porque já por várias vezes o meu pai havia me proposto essa viagem e eu fui recusando sempre.
Este ano para não ter que levar com 15 dias de praia seguidos, que a meu ver são muito cansativos e não são férias propriamente ditas, arrisquei a ir a Londres com o meu pai e a minha irmã.
Como de costume fiquei ansiosa pela viagem! Estive uma semana de férias no Algarve e a seguir parti para Londres. Já nem queria ir para o Algarve, estava ansiosa para ir a Londres.
Planeei tudo ao pormenor; locais a visitar, transporte, localização, etc… Já para não falar de que fiz a lista do que tinha que levar um mês antes.
Mas na véspera senti aquela sensação que várias vezes tenho, de querer desistir de tudo, com receio de me aventurar…
Cheguei do Algarve na Sexta-feira, dia 3 de Agosto, ao fim da tarde.
Tive que desfazer a bagagem de férias e arrumar tudo o que ia levar para Londres. Deitei-me eram 2 da manhã.
O meu pai veio-nos  buscar (a mim e a minha mana) às 6 da manhã!!!
Acabei por dormir apenas 3 horas e meia!!! E lá fomos nós para o aeroporto de Lisboa. Despachámos a bagagem, tomámos o pequeno-almoço e depois de ter sido revistada e “apalpada” (aquela porcaria apitou por causa do meu cinto)  na zona de passagem para o local de embarque, apanhámos o avião por volta das 8 horas. Mal o avião começou a andar fiquei muito assustada… desde 2002 que não andava de avião… ai agarrei-me à minha irmã quando senti o avião levantar voo!!! Estava em tal estado neurótico que fui umas 5 vezes aquela cubículo que no avião chamam de WC.

Mesmo assim os bancos da British Airlines eram relativamente confortáveis, mas a aterragem… sabem como é… não há nada como os pilotos da TAP!!! Que brutalidade!!!
Saímos do avião e depois de sacarmos a bagagem, que felizmente não se perdeu, dirigi-me a todo o vapor para as placas que diziam “Underground”. O meu pai não estava a perceber o que eu estava a fazer… mas eu tinha preparado a viagem! Sabia que havia uma estação de metro no aeroporto de Heathrow na linha Piccadilly, que dava para chegar ao nosso hotel.
O meu pai comprou passes para viajar de metro durante toda a semana e para entrar no metro tivemos uma entrada especial para pessoas com bagagem (coisa que não havia em Paris)!

Depois foi uma viagem de 55 minutos até Russell Square (estação mais perto do The Imperial London Hotel) em pé com as malas e apertada que nem sardinhas em lata… chegámos… Mas o hotel estava mal localizado na net! Grrrrrr!!! Fiquei passada!!! Depois de umas voltas e de a minha mala começar a ficar com as rodas gastas, chegámos ao hotel. Mas… só podíamos entrar às 14 horas!!! E ainda eram 13 horas!!! Eu só me queria sentar… era o stress do avião, poucas horas de sono tudo associado a um extremo cansaço!!!
 
Mal entrei no quarto de Hotel (quarto 4238), aterrei na cama… descansei uns 20 minutos… depois fui à janela… e que vi eu?
Autocarros vermelhos de dois andares como nos filmes, táxis altos, cabines telefónicas vermelhas, trânsito ao contrário!!! EU ESTAVA EM LONDRES!!!!
 

Não sei onde fui buscar energia, mas saí mais o meu pai e a minha irmã e depois de almoçarmos num pub que ficava junto ao hotel onde comi um grande hambúrguer com batatas fritas, fomos visitar o “British Museum”.

Este não ficava muito longe do hotel. Tinha uma exposição de vasos gregos, romanos, múmias egípcias, estátuas e umas imagens horripilantes de corpos que se “conservaram” dentro de sarcófagos. O que mais gostei foi do túmulo da Cleópatra… mas será que era mesmo o túmulo dela??? Eu e a minha irmã tirámos umas fotos cómicas no museu.

O meu pai, empresário que não sai do escritório e inexperiente no que toca a andar, levou para Londres uns sapatos NOVOS!!!! Não é preciso dizer mais nada!!! Comprou depois, numa loja que até tinha preços acessíveis, uns mocassins que lhe aliviaram e muito o caminhar. Continuámos a passear por umas ruelas de Londres onde o meu pai provou uma das muitas cervejas que ele lá consumiu (as cervejas de lá têm um baixo teor em álcool… não é por acaso que os Ingleses se embebedam facilmente em Portugal).

E passámos por uma loja tipo papelaria Fernandes que era um sonho… cadernos lindos e fora do comum! Lápis, canetas, diários, blocos de notas, marcadores de livros, afias lápis, borrachas… tudo lindo e amoroso… se fosse rica comprava ali o material escolar todo!!! Sim, porque em Inglaterra é tudo ultra carro!!!
O caderno que o meu pai me ofereceu custou £4,75 que dá cerca de 7€ e 13 cêntimos!!!!
Mas a loja era mesmo um sonho…

Deviam ser umas 19 horas quando voltámos ao hotel e após um belo banho e um chá inglês que o hotel disponibilizava… dormimos todos que nem uns anjinhos!!! Como adormeci cedo (21h), acordei eram 7 da manhã!!!! Ainda estava o meu pai e a minha irmã a dormir profundamente. Abri um pouco a cortina para poder fazer tempo a ler e foi aí que terminei o livro “Inês de Castro” de Maria Pilar del Hierro.

O meu pai acordou exactamente no final do livro e eram umas 9 horas quando descemos para tomar o pequeno-almoço. Uma treta!!! Para tomar pequeno-almoço inglês (bacon com ovos, salsichas, feijão doce, etc…) tinha-se que pagar £6 e o resto que havia para comer era pão, torradas, doce ou manteiga, sumo de laranja, cereais, café, chá e leite. Nem um croissant ou um pãozinho de leite havia!!! E eu que esperava encher a barriguinha de queques com blackberrys!!!

E depois deste pequeno-almoço começámos a visitar Londres. Lá apanhámos o metro… mais simples de utilizar do que parece!
Cada metro tinha indicações da linha em que estava pela cor dos bancos e dos varões.

E a expressão “Mind the Gap” estava-se sempre a ouvir.

O render da guarda, era uma cerimónia que ansiávamos ver e lá estávamos nós no Palácio de Buckingham às 10:30 à espera de tal cerimónia que começava às 11 horas. Foi uma cerimónia acompanhada de música que após uma coreografia especial, fez com que os guardas do palácio trocassem as suas posições. (sabem aqueles desgraçados que estão sempre alerta e que não se mexem???)

Aí conhecemos uma brasileira muito simpática, com quem visitámos o Palácio de Buckingham que só está aberta nesta altura do ano porque a família real está de férias. Tínhamos uma espécie de rádios que serviam de guia, consoante o número da sala em que estávamos.

Adorei ver aquelas salas enormes onde a rainha recebe as pessoas importantes, aqueles quadros de reis e rainhas ingleses, os candeeiros e claustros que enfeitavam todas as salas. Mas o que mais gostei foi da sala que tinha em exposição o casamento da rainha. As jóias, a loiça utilizada no banquete, o vestido do noivo, das damas de companhia e o lindo vestido de noiva acompanhado pelos sapatinhos que a rainha usou naquele dia.

Tudo lindo… mas ao qual não se podia tirar fotos.
Depois de passarmos pelo jardim da rainha ficámos admirados com a protecção que os murros do Palácio tinham…

Fomos almoçar ao Hard Rock Café. Foi-nos oferecido dois copos por causa das bebidas que pedimos e o meu pai ainda ofereceu uma t’shirt para mim e outra para a minha mana.

 O curioso foi que quando estávamos a pedir as bebidas a minha irmã pediu uma caipirinha, a empregada perguntou a idade à minha irmã, para depois lhe dizer que não lhe podia servir bebidas com álcool! O meu pai insistiu dizendo que a autorizava, mas as regras do Hard Rock ditam que nem assim são servidas bebidas com álcool a menores de 18 anos!!!!
Depois de nos despedimos da turista brasileira fomos passear e visitámos uma exposição secante no Royal Academy of Arts. O impressionismo na praia… bah… A St. James Church também não era nada de especial…
Passámos pelo St. Jame’s Park onde haviam belos cisnes e alguns esquilos.

Foi aí que contemplámos que os ingleses têm por hábito deitar-se na relva do jardim a ler, a conversar, a conviver com os amigos ou a namorar… Achei esquisito!!! Mas em todos os parques era possível vislumbrar este cenário!

Depois de atravessarmos o St Jame’s Park, fomos procurar a Downing Street. onde não deu para ver muito bem a famosa porta do nº10!!!
Acabámos por ir ter ao pé do Big Ben e do Parlamento. Ouvi e gravei o Big Ben a dar as 7 badaladas das 19 horas! Sabiam que Big Ben é o nome do sino e não da torre???

Apanhámos o metro de volta para o hotel e depois de comprarmos num mini mercado umas bolachinhas, fomos para o hotel beber um chá, tomar banho e voltámo-nos a deitar cedo.
Na Segunda-feira, após aquele pequeno-almoço inédito, fomos visitar o Parlamento.

A visita mais próxima da hora que chegámos era espanhola e não havia visitas em Português. Eu e a minha irmã ficámos muito aborrecidas. Mas o pior estava para vir! A visita em si foi uma seca… entendemos algumas coisas… e o meu pai como está pró em espanhol traduziu-nos algumas coisas.
Mas eu confesso que eu não estava sensibilizada para a temática abordada pela guia. De facto ainda ignoro muito o que se passa num parlamento e o modo de como são tomadas as leis e a maneira de como o mesmo se reúno. O meu pai adorou a visita porque ficou esclarecido da forma em como é regido o parlamento entre a rainha e o primeiro-ministro.
Completamente desoladas e aborrecidas com as 2 horas de visita ao parlamento… fomos a St Margaret’s Church.

Depois foi a vez da Abadia de Westminster, onde fiquei  farta de ver túmulos.

No entanto adorei ver o túmulo de Newton, tão conhecido pelo filme “Código Da Vinci”.

Depois fomos andar no London Eye…

sim aquela roda gigante ultra lenta que dá para ter uma visão global de Londres!!!

Foi giro! Grandes filas de espera, mas que avançavam rapidamente (admiro a organização dos ingleses).
Depois fomos almoçar a um self-service com comida chinesa onde podíamos encher o prato por diversas vezes. Ficou a £6 por pessoa que dá cerca de 9€. 
Estava a ser um dia em cheio mas depois de chegarmos às 17:05 às bilheteiras da Torre de Londres, verificámos que as mesmas fechavam às 17horas!!!!

Acabámos por beber uma Sprite numa esplanada onde se via a bela London Bridge.
Mas o dia não acabou aqui!!! Fomos ao Piccadilly Circus.

Depois de navegarmos na net por £1 por hora, jantámos numa Steak house.
O Piccadilly é muito giro à noite!

Tem imenso movimento e está repleto de luzes de neons. Aparece muito em filmes e para mim é uma das mais belas zonas de Londres.

Como estava frio, comprámos uma sweater muito quentinha que estava em promoção. Duas por £9,99. A minha mana comprou uma vermelha e eu claro… cor de rosa…!!!!
Na Terça-feira tínhamos combinado encontramo-nos com a Fernanda (a jovem brasileira que conhecemos no render da guarda) no Madame Tussauds, o famoso museu de cera. Só que desencontrámo-nos!!! E acabámos por ir só os três divertirmo-nos com os retratos de cera de tantos famosos… Júlia Robert’s, Daniel Radcliffe, Susan Sarandon, Tom Cruise, Jennifer Lopez, Victoria Beckham, Beckham, Kate Moss, Jessica Simpson, Spider Man, Oprah, Beyonce, Michael Jackson, Nicolas Cage, Mel Gibson, John Travolta, Samuel L. Jackson, Morgan Freeman, Madonna, José Mourinho, Princesa Diana, os príncipes Harry e William, príncipe Carlos, a rainha Isabel II, o Jack Sparrow, a Britney Spears, os Beatles, Robin Wiliams, Robbie Williams, Papa João Paulo II, Dalai Lama, Sadam, Martin Luther King, Mandela, Darwin, Einstein, etc…
  

Fizemos inúmeras posses ao pé dos vários artistas… ou vocês acham que eu ia chegar lá e fazer simplesmente um sorriso ao pé de uma gama tão vasta de pessoas famosas???

(esta é a boneca de cera de Madame Tussauds,  quem criou o Museu de Cera)

Fiquei um pouco triste por não visitar a casa do terror (tipo aquela que havia na feira popular) que estava inserida no museu, mas a minha irmã sofre do coração e não pode estar sujeita a sustos.
 
Depois fomos passear ao Regent’s Park que tem uma variadíssima espécie de patos e outras aves. Uma das aves resolveu deixar um "presente" ao meu pai.

Almoçámos e depois fomos dar uma voltinha de barco pelo rio. Haviam gaivotas e barcos, mas o meu pai optou pelo barco a remos. Confesso que não consegui aprender a remar… sou mesmo um desastre!!!

Umas pinguinhas de água fizeram com que o nosso passeio de barco ficasse reduzido a meia hora. Mas felizmente que tudo não passou de umas pinguinhas… Friorenta como eu sou, pedi ao meu pai que fossemos ao hotel para eu ir buscar uma sweatshirt. Pelo caminho aproveitámos para visitar o Pollock Toy’s Museum que era uma treta!!! É uma espécie de Museu do Brinquedo bastante inferior ao que existe em Sintra.
E depois fomos para Harrods!

Os meus olhos devem ter brilhado mais que as luzes das várias salas de roupa que existem naquele edifício. Eram vestidos dignos de estrelas de cinemas, vastas colecções de jóias, sapatos, roupas de mil e uma marcas conhecidas… Eu gostava de tudo… as jeans, as t’shirts, as camisas… mas tudo eram preços que não eram para a minha carteira. Tomei uma decisão! Levar uma roupita só para me contentar em ter algo comprado na Harrod’s de Londres…

Um cabide com topes lisos e que por sorte estava em promoção fez-me sorrir… mas quando segurei num top e vi £43, ia caindo para o lado. Isso dava 64,5€!!!! Um top!!! Em saldos!!! E não era de nenhum estilista famoso. Desisti de ver roupa e fui para o piso infantil ver brinquedos. Enterneci-me com a roupa colegial e uniformes que se vendiam para crianças e os vestidos elegantes que nós costumamos ver nos pequenos príncipes e princesas em cerimónias oficiais. Delirei com as Barbies, as bonecas e principalmente a zona da Hello Kitty.

Na zona de recordações de Harrods, comprei um mero marcador de livros para a minha mãe, só para dizer que tinha comprado algo em Harrods. Mas aqueles preços não eram definitivamente feitos para portugueses. O Harrods acaba por ser uma espécie de El Corte Inglês mais majestoso e com maior brio e elegância na diversidade de produtos que dispõe. Ir a Londres e não visitar Harrods é como ir a Roma e não ver o Papa!
Curiosamente os clientes que efectuavam compras neste magnifica “centro comercial” eram aquelas mulheres que cobriam a cabeça e a face com um véu negro, seguido de um vestido que arrastava pelo chão brilhante de Harrods.

Andavam sempre várias mulheres juntas e por vezes tinham filhos varões que as acompanhavam. Ao saírem de Harrods estava sempre um Lamborghini ou outro carro do mesmo calibre à espera delas. Possivelmente os maridos, grandes negociadores de petróleo e outros bens das suas origens, deixavam as várias esposas nas compras, enquanto tinham reuniões com grandes negociadores de londrinos.
No final do dia fomos jantar um grande hambúrguer acompanhado por batatas fritas grossas deliciosas, no pub junto ao nosso hotel.

A minha irmã queria um “Bacardi Breezer”, e para não ouvir outro “Não”, fui eu mesma pedir a bebida… Depois de me perguntarem a idade, ainda exigiram ver o meu B.I.!!!! Sem comentários!!! Claro que me deram o “Bacardi Breezer” que depois na mesa passei logo para a minha irmã.
 

Toda a gente sabe que ela é mais adepta de bebidas alcoólicas que eu! Odeio cerveja, vinho branco ou tinto e outras cenas com álcool! O que ainda gosto é de Sangria, Bacardi Breezer e Champanhe! Mesmo assim com dois copos de sangria fico K.O., já a minha irmã aguenta muito mais que eu!!!
Mas é curioso o facto de os ingleses seguirem à risca uma regra tão importante, que em Portugal não passa das placas informativas, que nem sempre são seguidas pelos empregados de balcão.

Na Quarta-feira começámos por visitar a Torre de Londres que havia ficado por ver na Segunda.

Existe uma similaridade entre esta Torre e a Torre de Belém, pois era aqui que eram presos e torturados até à morte, aqueles que eram contra o governo da monarquia inglesa.

O edifico era composto por muitas torres e tornou-se muito cansativo visitá-las todas. No entanto não deixa de ser curioso a lenda dos Corvos que percorrem os jardins da Torre. Diz-se que quando eles abandonarem a Torre, que acaba a monarquia Inglesa. Não era por acaso que eles tinham uma asa “cortada” para que não pudessem dar mais que pequenos voos! Acho que me vou queixar contra a protectora dos animais!!!!
Numa das torres estavam dispostas e bem guardadas as jóias da rainha. Os ingleses faziam filas e paravam para contemplar o esplendor daquelas jóias, as quais não se podia tirar fotos.

Eu e a minha irmã passámos à frente da fila de maneira a sair mais depressa daquele recanto que nada nos dizia.
Outra curiosidade da Torre de Londres é a lenda de dois príncipes que desapareceram numa das Torres.

Nunca mais foram encontrados! Tinha sido o tio deles, que para os proteger, os mandou para a Torre, até terem idade para suceder o seu pai recentemente falecido. O tio deles ia tornar-se rei até os jovens príncipes terem idade para reinarem. O que é certo que com o desaparecimento dos jovens príncipes, foi atribuído ao irmão do falecido rei, todos os poderes para reinar o país. Curiosamente este foi mais tarde assassinado. Estou a falar do rei Eduardo IV (pai dos príncipes), Ricardo III (o que sucedeu ao irmão) e Henrique VII que tomou o trono após a morte de Ricardo. O desaparecimento dos príncipes constitui ainda um mistério se bem que existem possíveis suspeitos. Não sei bem se esta história é mesmo assim, mas foi o que percebi…
Enquanto o meu pai filmava todos os recantos da Torre de Londres, eu e a minha irmã fomos para a loja de souvenires onde tirámos inúmeras fotos com coroas de brincar!

Almoçamos na esplanada onde havíamos bebido a Sprite na Segunda-feira e escolhi uma sandes com pão tão rijo que acabei por o desfazer e dar aos pombinhos que andavam por aí.

Depois visitámos o London Museum. Tinha entrada grátis e nele era possível ver a história de Londres desde a época romana até à actualidade.

Se bem que parte do museu estava em manutenção e só nos foi possível ver a exposição até à época do incêndio que arrasou Londres. Penso que não há estudos concretos sobre o motivo do grande Incêndio que abalou Londres no século XVI. Há quem defenda que foi castigo de “Deus” por causa das religiões pagãs, outros afirmam que foi por causa duma padaria, há quem afirme que se relacionou com a peste negra… O que é certo é que o incêndio devastou uma grande área de Londres e muitos dos seus edifícios foram afectados.

No Museu de Londres haviam algumas actividades interactivas relacionadas com a história de Londres de carácter Romano e medieval. Inclusive um jogo onde a minha personagem acabou por morrer envenenada com água!!! A minha irmã teve sorte… conseguiu chegar até o casamento!

Depois de comprar algumas lembranças na loja de souvenires, fomos a Notting Hill! Que desilusão! Pensei que ia encontrar o cenário do famoso filme, mas em Notting Hill Gate não vi nada disso. O meu pai pelo contrário gostou da zona e disse que aquele era um bom sítio para morar, caso vivesse em Londres.

E eis que chega Quinta-feira. Último dia de visita a Londres. Restava-nos ver o Science Museum, o Museu de História Natural e Bank Museum (que já não visitámos).
O cansaço já se começava a apoderar de nós!
No Sciencie Museum pudemos ver a evolução da tecnologia e jogar jogos interactivos como: ver-nos mais velhos a partir da nossa foto, ver se o nosso cérebro era mais masculino ou feminino, gerir a mortalidade de um ser humano consoante o seu estilo de vida, ver a simetria do nosso rosto, etc…

Estávamos no último piso e a terminar a nossa visita a ver como funcionava as correntes e as asas de um avião e a ver os efeitos do flash em parede escuras (como há nos vários museus da ciência portugueses) … quando… fomos evacuados pelas saídas de emergência!!! Porquê???

Não faço a mínima ideia! Ninguém entrou em pânico e levámos aquilo para a brincadeira.
A seguir visitámos o enorme Natural Science Museum. Lembram-se do filme “À noite no Museu”? Era um museu parecido com esse… Havia a sala dos répteis, dos mamíferos, dos dinossauros, etc…

 Na ala dos dinossauros havia uma fila interminável e eu não percebi porquê, mas para sairmos dali tínhamos que a seguir. Farta das filas inglesas fingi que me estava a sentir mal e comecei com sucessivos “Excuse me please” e consegui avançar até ao fim para perceber que aquela fila enorme era por causa de um dinossauro mecânico que as pessoas deliravam ao tirar-lhe fotos. Fogo já tinha visto algo parecido em 1994 no Zoo de Lisboa. No final da fila pedi à minha irmã para me abanar com as mãos para fingir que me tinha sentido realmente mal durante a fila. Depois de almoçar algures neste museu, encontrei uma ala onde delirei completamente!!! A parte da Biologia Humana! Não imaginam as fotos que tirei para aproveitar imagens para mostrar aos meus futuros alunos de ciências.

Li todas as inscrições relativas ao que estava exposto e não descansei enquanto não vi tudo.
Acabámos por não ver o Museu de História Natural todo porque o meu pai mal se aguentava em pé. Fomos ao hotel recuperar forças para no final do dia irmos ao Covent Garden. O meu pai enfiou-se no WC com os pés de molho no bidé e eu deitei-me por acaso na cama… não sei como, mas adormeci…

 (continua)

        



Publicado por... anynhasblog às 10:32
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5 comentários:
De Cátia Correia a 16 de Agosto de 2007 às 18:49
bem............ que fixe!! eu adorava ir a Londres!!

ainda bem que escreveste o "testamento" ;) deu para conhecer um bocadinho e de Londres e acima de tudo saber como estás!!

ainda bem que foste, gostaste e correu bem e.... sim!!! Um dia vais lá voltar claro!!! :D

beijocas


De tracey a 22 de Agosto de 2007 às 09:36
Glad you liked London! A lot of people (especially Portuguese), don't.


De Ty a 4 de Junho de 2008 às 16:16
Que sorte tens em poder ter essas experiências e na companhia da mana e do papá. Também já estive em Londres mas para tal tive de me despir de comodidades. Fiquei num Hostel com cheiro a suor e falta de água quente, mesmo em Picadilly Circus, dividindo o espaço com um grupo de desmazeladas raparigas francesas. Já viste um quarto francês durante a ocupação? Nem Napoleão faria tamanhos estragos! Não se vislumbra a alcatifa. Não me alimentei de nada que não fosse iogurtes do supermercado mais barato das redondezas e de hamburguers do MacDonalds, promoção dois por uma libra. Comprei num super duas pernas de frango, e fiquei contente por encontrar este tipo de comida pronto a levar. Mas quando trinquei onde estava o gosto? Sem sabor. Vi um rapaz parar para comprar uma pizza a dizer que ali eram as melhores e, com fome, comprei uma fatia também. Quando a fui morder, cadê o sabor? Nada.

Londres é como outra cidade qualquer. O encando de Inglaterra está na organização que nós por cá tanto carenciamos. De resto, monumentos, espaços, clima, gastronomia, tudo é melhor por cá. Só nos falta a organização para projectar as nossas cidades com o mesmo impacto turístico. Londres está cheia de estrangeiros e é raro vislumbrar um britânico. Esses andam todos nos Lamborghinis... não são para as vistas do comum dos mortais. Outro aspecto positivo dos Londrinos (não de todo o povo) é que podes andar com uma câmera de filmar e apontar em todas as direcções que ninguém fica pasmado a olhar para ti ou se afasta da objectiva com desconfiança. Mas é só em Londres... O que esta cidade tem de melhor para oferecer é uma grande diversidade e quantidade de espetáculos culturais. Por ser uma cidade plana, ao contrário das 7 colinas de Lisboa por exemplo, tudo parece acessível e rápido de alcançar. Fui a um dos espetáculos, um musical, e fiquei surpresa. Não esperava que fosse de qualidade inferior. Mas numa cidade onde se tem tanta oferta, há espaço para os bons e menos bons. Lá encontras artistas americanos com peças de teatro e mesmo ao lado numa rua de Picadilly, encontras o bar "Cheers" - alusivo à série. Quando por lá passei mesmo nessa rua o cabeça de cartaz da peça de teatro mais próximo era um actor da série. Os Londrinos são organizados. Nós temos demasiada burocracia. Mas eles também, quando querem, sabem empanar como mulas, resguardando-se no conforto das regras. Como no caso da bebida com álcool e outros que observei. Se tiverem razão e resolver a situação não fôr da sua competência, descartam-se de prestar auxílio. Mesmo quando não há culpas de nenhuma das partes. Se não sentem a responsabilidade nem sempre têm um gesto amigo. Convenhamos, não é uma característica invejável.



De Millena Coelho Jorge Albernaz a 7 de Novembro de 2009 às 19:28
Moro em Palmas/Tocantins/Brasil e vou a Londres em Janeiro. Suas dicas foram bem legais! Obrigada.


De Jogos de Motas a 21 de Abril de 2011 às 10:25
Londres é fantastica, vale sempre a pena visitar re revisitar


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