Pesquisar neste blog
 
Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
31


Arquivo
Mais comentados...
10 comentários
7 comentários
5 comentários
4 comentários
3 comentários
3 comentários
3 comentários
Links
Choose your language
Ana Filipa

Cria o teu cartão de visita
Meteorologia
Click for Lisboa, Portugal Forecast
Contador de Visitas
hospedagem de sites
hospedagem de sites
Número de pessoas online
Visitantes do Blog
Protected by Copyscape Web Plagiarism Check
Protected by Copyscape Web Plagiarism Check
blogs SAPO
subscrever feeds
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
Contradição familiar...

Tenho que cotar a avaliação do 1ºPeríodo dos meus alunos, mas não pude deixar de escrever o que sinto…  Tive mesmo que vir aqui escrever…

 

Ora desde há algum tempo que o meu “relógio biológico” despertou e várias são as vezes em que sonho que sou mãe ou várias vezes manifesto a vontade de o ser…

 

O facto de algumas colegas, ex colegas, amigas e familiares estarem a passar pelo período da maternidade não ajuda a que eu esqueça o instinto que se funde no meu intimo e é difícil não demonstrar a minha vontade.

 

Só que eu não estou compulsivamente obcecada por ser mãe…  eu quero é organizar e orientar a minha vida para a concretização desse desejo.

 

 

 

 

Tipo, alugar casa, ir viver junta com o meu namorado, casar e só depois sim, ter filhos. Por mim tinha uma “equipa” de futebol, mas dadas as condições sócio-económicas não me parece que possa ter mais que dois filhos… e provavelmente já com algum custo.

 

Quem está à minha volta, mãe, pai, avó parecem perceber que eu ando a “tentar” engravidar. Pois várias vezes dou por eles subtilmente a demover-me do meu desejo.

 

 

 

 

A minha mãe como me quer proteger  de eventuais privações e não se sente preparada para que eu abandone o “ninho”, refere que ainda sou nova e que tenho tempo…

Esse argumento dá-me muita raiva pois reclamo que ela com a minha idade já me tinha a mim e já estava casada há 6 anos. Quanto ao ser nova recordo-lhe que ela teve mais dificuldades em engravidar da minha mana aos 31 anos do que de mim aos 24 anos! E um dos meus maiores pânicos é um dia não ser capaz de conceber um filho e ter que recorrer a tratamentos de fertilidade. Penso que isso seria um dia motivo para cair em depressão e ver-me frustrada em relação à vida… Se isso suceder vejo-me inclusive a “fechar-me” para a vida e a perder o gosto pela mesma…

E voltando à minha mãe, ela queixava-se de que mimava extremamente a minha prima visto que só ao fim de 5 anos de casamento é que pode ser mãe !

 

 

 

 

Quanto à minha avó, ela está constantemente a denegrir o papel da maternidade referindo que isso afasta os casais e que um filho “dá muito trabalho”. Cá para mim gostava de saber o que é que nesta vida não dá “trabalho”? Também dá muito trabalho estudar e tirar um curso superior e não foi por isso que não o fiz…

Refere também que um parto é muito doloroso, isto porque ela passou muito mal quando nasceu a minha mãe. Quanto a dores… até agora posso mencionar as mais dolorosas como angústia, medo, dor física de queimadura, dores menstruais, depilação a laser e depilação a cera em algumas zonas … Se ter um bebé são estas dores todas juntas, não me assusto pois a vontade de dar à luz é muita…

Depois a minha avó refere sempre o nascimento de um bebé como a desgraça de uma mulher. Parece que está a falar de mães adolescentes… Eu sei que um filho nos leva a privar de muita coisa… mas senão fosse assim a maternidade não teria o impacto que tem na nossa vida!

 

 

 

Na perspetiva do meu pai, o problema é “atirar” para uma sociedade decadente um filho que vai sofrer mais tarde. Ainda pensei que isto se relacionasse com a parte biológica a nível de futura falta de recursos, buraco do ozono e poluição extrema. E de facto aí dá que pensar… mas ao que parece a falta de água só se vai sentir daqui a cerca de 100 anos… portanto ainda “dá” para os meus filhos viverem!

Mas o meu pai preocupa-se é com a parte económica… Se me dissessem que os meus filhos  vão viver pior que alguns dos meus alunos que não têm instalações sanitárias, pensava duas vezes… Mas de que maneira me posso basear na previsibilidade do meu pai? Ele que me via desempregada… Quando Graças a Deus trabalho não me tem faltado…

As crises económicas vão e vêm… quando eu nasci, na década de 80, também “estávamos” em crise… se o meu pai já beneficiasse do egoísmo relativo à natalidade, eu não estaria aqui…

E quem está a ler este blog não o leria porque ele simplesmente não existeria… enfim… “crise existencial”.

 

 

 

 

Não nego que quero ter filhos! Não nego que ficaria feliz (mas preocupada) se descobrisse que tinha engravidado por algum “descuido”, mas não ando a tentar ter filhos.

Quero ter um dia… depois de percorrer o percurso de vida que estabeleci para mim!

 

O que me separa de começar a caminhar é o facto de o meu namorado ainda não ter uma relativa estabilidade profissional para que possamos alugar casa com alguma segurança…

 

Pois a vontade de viver e estar com ele “24 horas” por dia é muita. Custa-me quando me despeço dele à noite e lhe digo “até amanhã” pois a minha vontade era que ele ficasse comigo e pudesse dormir abraçadinha a ele.

 

 

 

 

Queria acordar e tê-lo ao meu lado e ser a primeira a dar-lhe os bons dias! Preparar-lhe o pequeno-almoço! Recebê-lo em casa quando ele viesse do trabalho com um abraço e um sorriso. Poder estar com ele quer estivesse a preparar aulas, corrigir testes ou a almoçar, ou a ver televisão… Não ter que sair do quentinho de casa , nestes dias frios, para ir ter com ele… pois ele estaria comigo a saborear o nosso lar!

 

 

 

 

A vontade de partilhar a minha vida com ele é muita… só que aqui em casa essa vontade é mal interpretada e ninguém me apoia. A única pessoa que ainda me compreende é a minha irmã. Nós não nos damos mal e ela não quer “correr” comigo, muito pelo contrário! Até porque ela vai ser a principal pessoa de quem vou sentir falta! Mas eu vou estar a escassos minutos de distância dela, portanto não há que dramatizar!

D. Catarina de Bragança foi de Portugal para a Inglaterra, casar com um homem que mal conhecia e que não estava apaixonado por ela. Deixou mãe, irmãs e irmãos! Só voltou a ver a mãe mais uma vez… e aí sim… aí o afastamento por casamento deve ser muito doloroso! Mas não é o meu caso!

 

 

 

 

Os argumentos cá de casa baseiam-se na insistente proteção que têm para comigo. Proteção que chega a ser nociva para o meu crescimento. Claro que vou sentir diferença de não ter que me preocupar com as contas, jantar, almoço, gestão de casa, etc… mas tudo isto faz parte… Se eu estivesse colocada fora da minha cidade teria que gerir igualmente a minha vida… a diferença é que agora não estarei sozinha! Já para não falar de que muita gente estuda a quilómetros de casa e tem que alugar residência para a estadia perto da universidade. Começam logo cedo a gerir a vida sozinhos!  E eu não tenho 18 anos, tenho 26!

Por que há tanta relutância à minha volta?

 

Tantas dúvidas que assombram a minha cabeça, tanta falta de “força” e “apoio moral” que quase parece que estão a impedir-me de cometer um crime!

 

A juntar-se a toda esta negatividade é o facto de o meu namorado não encontrar emprego/estabilidade profissional…

 

Quando é que se vão abrir as portas da oportunidade para mim?

 

 

Quando poderei cumprir os meus projetos?

 

Só espero que 2012 me deixe realizar os meus sonhos e desejos…

 

 

 

NOTA: este foi o primeiro artigo do  blog a ser escrito de acordo com o novo acordo ortográfico.


I feel: desesperada
Estou a ouvir...: Aurea - Busy

Publicado por... anynhasblog às 20:00
Link do post | Comments... | Adicionar aos Favoritos
 O que é? |  O que é?

6 comentários:
De Cátia a 11 de Dezembro de 2011 às 00:07
Mas...o mundo vai acabar em 2012! LOOL!!! Estou a gozar. XD


De Vânia Duarte a 11 de Dezembro de 2011 às 16:15
Sabes essa protecção é comum por parte de todos os pais, acontece a todos, é normal que lhes custe ver uma cria a abandonar o ninho, principalmente na altura em que vivemos. Mas a verdade é que já houveram tantas crises, e não foi por isso que as pessoas deixaram de viver. Se esperarmos pelo momento certo para tudo então acabamos estagnados na vida e no amor. Há apoios para o arrendamento jovem como o porta 65, e acima de tudo se há amor é preciso é enfrentar as coisas de frente e não deixar andar. Empregos certos? Quem é que os tem hoje em dia? Só a malta mais velha que ja pertence aos quadros, de resto pessoas da nossa idade, tem de viver na incerteza do dia de amanhã, mas quando arriscamos mesmo com essa incerteza parece que ainda vivemos as coisas com mais certeza. Os pais ao inicio queixam-se e depois acabam por apoiar, porque no fundo só querem que sejamos felizes. Quanto a um filho, sou a favor que um casal deve viver junto algum tempo (tal como referiste acima), conhecer-se, os seus habitos etc, porque uma coisa é namorar e cada um ir para casa, outra coisa é viver junto, por mais anos que se namore há coisas e hábitos que só se descobrem com a vivência conjunta, portanto aproveitem, passeiam, absorvam tudo o que viver junto por trazer. Por fim, por mais que planeemos coisas, Às vezes elas não correm como queremos, e acabam por surgir mais tarde, a única verdade é que não podemos baixar os braços e estagnar.

Boa Dorte


De anynhasblog a 14 de Dezembro de 2011 às 13:43
Obrigada por toda a força!
Nem imaginas o bem que me souberam as tuas palavras!
Já vi que comungamos das mesmas ideias... Pois concordo e sublinho por baixo de tudo o que escreveste...
Um grande beijinho e obg por teres lido o meu post


De Ricardo Cruz a 13 de Dezembro de 2011 às 10:21
Olá. Tu sabes que eu sempre vou acompanhando o teu blog e gosto muito de o fazer!
Relativamente a este assunto, na minha opinião, acho que é normal que em tua casa te pressionem a abandonar esses sonhos. Acho que é algo instintivo e natural, e acho que não deves dar muito valor a isso... Os pais sempre ficam com medo sobre os seus filhos saírem de casa; com a tua irmã irá ser a mesma coisa... Um dos sonhos da minha mãe era passar a reforma dela na sua terra natal, em Leiria. Já se reformou há alguns anos e ainda não foi porque tem medo que eu não consiga tratar do Gabriel sozinho... é ridículo... antes ela também achava que se eu saísse de casa ia morrer, e bom.. aqui estou há cerca de 6 anos a viver fora de casa; 1 desses anos não tive sequer contacto com ela!
Tenta colocar-te no lugar deles e pensa que um dia irás ter o mesmo tipo de sentimento em relação aos teus filhos; é algo que quase todos os pais fazem e pouco há a fazer em relação a isso... Eles sofrem por ti e têm um medo incompreensível (tenho a certeza que eles próprios não compreendem e o que dizem não são mais do que desculpas; mas não os culpes). Olha, se fosse eu, simplesmente "simulava" para eles que tinha desistido desse sonho, e continuava o sonho na mesma; eles não te poderão colocar nenhuma corrente ao pescoço e não podem te impedir de saires de casa quando bem te apetecer...
Por outro lado, acho que os outros impedimentos são muito mais fortes do que o dos teus pais... Esses talvez te devas preocupar um pouco mais... Ainda assim, acho que seria conveniente para ti (e digo isto pela experiência que tenho), experimentares viver uns tempos sozinha, eu alugaria um estudiozinho pequeno, que ficasse perto da casa dos pais, e iria para lá viver. Acho que seria um ótimo estágio :D... É que, em boa verdade (e espero que não leves a mal a minha sinceridade), acho que não estás a imaginar bem o que é que é bom ou mau de viver fora da casa dos pais... A independência é sempre muito boa, mas também dá muito trabalho; só que é um trabalho diferente do resto das coisas... O problema é que no trabalho "normal", quando falhas tens um tipo de consequências que normalmente são muito imediatas e passageiras. As consequências de o "trabalho da independência" correr mal, normalmente são mais desastrosas e mexem muito mais com o nosso estado psicológico...
Em relação ao trabalho de ser mãe... bom, acho que não dá assim muito mais trabalho do que morar sozinho(a)... Então acho que seria um boa solução para ti (e o facto de ires morar sozinha seria um estágio não só para ti, como também uma demonstração para os teus pais/avós do que és realmente capaz de fazer).
Por fim, eu acho que é normal a tua ansiedade em teres filhos. É instintivo e não deves lutar contra isso; acho que deves tentar controlar... Mas sejamos realistas: 26 anos de hoje é completamente de 26 anos de antigamente... Além de hoje em dia as pessoas viverem muitos mais anos, a taxa de sucesso de gravidez ser muito superior... A minha mãe teve-me aos 36 anos!! e mesmo assim correu tudo bem; é claro que a maioria das raparigas gostavam de ser mães antes disso, mas acredita linda, 26 anos não é tarde, nem pouco mais ou menos (embora eu ache que também não seja cedo demais)... Tens tempo, tenta não ficar ansiosa, a vida dá muitas voltas e muitas vezes "há males que vêm por bem" ;)

Beijinhos. Desejo tudo de bom para ti, e muita calma :)


De Marco a 19 de Dezembro de 2011 às 03:17
Olá,

Provavelmente deverás achar que sou arrogante, indelicado talvez ou mesmo ressabiado em relaç
ão à situação actual do país mas na verdade eu até sou um tipo porreiro e deixo-te um conselho: Ser pai foi a melhor coisa que me aconteceu, assustador é certo mas tudo ganha um significado. A verdade é que nunca estamos preparados, mesmo com muitos preparativos e previsões. As prioridades especificam-se, o tempo torna-se escasso mas os momentos intenssificam-se! Com 24 anos fui pai mas cresci, encontrei resistência onde não sabia que ela existia e tudo o que era um problema passou a ter pouca importância porque a familia simplesmente ficou maior! ...Além do dinheiro, a meu ver é importante que "o que está para vir" seja desejado e que encontre um meio propício. Tudo o resto é natural e surpreendente!....e obviamente cansativo (mas isso já fica para se falar noutro capitulo) Boa sorte!


De anynhasblog a 21 de Dezembro de 2011 às 20:32
ARROGANTE?
Sabes que mais?
Quem me dera que todos pensassem como tu...


Comentar post

Um pouco sobre mim...
Posts recentes

30 de dezembro 2013