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Sábado, 10 de Setembro de 2011
Férias 2011 - Budapeste (continuação)

No dia 8 de Agosto de 2011 chegámos a Budapeste.

 

E eis que surge a dicotomia entre a beleza da cidade e os valores/ ideologias dos seus habitantes.

 

O bilhete de metro para 3 dias começa logo por revelar os valores anti-tecnologia:

 

 

 

Já para não falar que não existem portas electrónicas que abrem com a leitura do bilhete. Em vez disso estão 2 ou 3 pessoas a verificar os bilhetes das pessoas.

 

Eis a rede de metro na Hungria. Agora imaginem 2 ou 3 pessoas em cada estação… Quando muitas das vezes devido ao fraco fluxo de viajantes, bastava um “revisor”.

 

 

 

Esperava que a Hungria fosse o país mais desenvolvido, comparado à República Checa e à Eslováquia. Mas mudei completamente de opinião.

 

Em relação ao hotel, já nos tínhamos mentalizado que o mesmo era fraco quando comparado com os anteriores. Mas não deixo de recomendar.

 

 

Ora o que nós não sabíamos é que os húngaros não passam de mafiosos escondidos nos seus ofícios.

Tudo começou no primeiro jantar. O empregado de mesa falou de uma especialidade que não estava no Menu e o meu pai pediu isso. Ora como não estava listado esse prato o preço em florins foi completamente discrepante em relação ao meu prato e ao da minha mana.

1ºAviso – Na Hungria pedir sempre pratos e bebidas que estejam no Menu

 

Em relação ao primeiro dia… não sei bem como aguentei… só sei que ao final do dia já não sentia as pernas.

 

Visitámos a Praça Batthyány, a Igreja de Santa Ana,

 

 

 
 
 

 a Igreja dos Capuchinhos, a Igreja Calvinista:

 

 

 
 
 
 

(Adorei esta igreja dado o design e claridade. Sabiam que durante a ocupação dos povo Otomano, as igrejas foram transformadas em mercados e templos de outro tipo de religião? No interior da Igreja Calvinista este fenómeno é visível, pois o altar ocupa o lugar central da Igreja. Outrora a mesma deve ter sido uma praça/mercado).

 

Para visitarmos a zona do Bairro do Castelo, poupámos as pernas ao apanharmos o Funicular. 

 

 

Ficámos perante uma excelente vista para a zona de Peste.

 

 

 
 
 

Sim o rio Danúbio divide Budapeste em Buda e Peste. O Bairro do Castelo fica do lado de Buda.

 

 

Achei curioso a matrícula deste carro:

 

(LOL)
 

Andámos pela zona da Bairro do Castelo e entrámos no Museu de História de Budapeste.

 

Quadros, utensílios dos pré-históricos, vestes papais, cerâmicas e mais quadros e quadros…

Mas eis que fiquei pior que estragada com isto:

 

 

 

Ah pois, deixei um testamento no livro de visitas a explicar os grandes feitos do nosso país, principalmente na época do mapa, século XVI!

 

Fervo logo em pouca água quando nos trocam a nossa nacionalidade com a espanhola… mais um sinal em como vivi na época dos reis e aqui na minha querida pátria…

 

E o nosso almoço foi:

 

 

(desta vez com pó de chocolate à volta)
 

Seguimos depois para a zona da Praça da Santíssima Trindade onde visitámos a Igreja de Mátyás e vimos o Bastião dos Pescadores.

 

 

 
 
 

Achei esta lenda muito interessante:

 

 

 

Já no Bastião dos Pescadores assistimos a mais uma “manobra” da máfia Húngara.

Ora todos conhecem este jogo, certo?

 

 

 

 

Bem, um homem aceitava apostas de dinheiro para que as pessoas adivinhassem em que “tampa” (em vez de casca de nozes) estava escondida a “bolinha”.

 

Havia sempre duas pessoas que apostavam 50 euros e erravam quase sempre na tampinha que continha a moeda.

 

Entretanto o “ilusionista” perguntava se mais alguém queria apostar 50€ e enquanto isso, disfarçadamente mostrava onde estava a bolinha. As pessoas em volta sentiam-se tentadas em apostar, uma vez que já tinham certezas! Mas misteriosamente a bolinha nunca estava nessa tampa.

Iman?  Talvez!

 

Só sei que o homem fartou-se de facturar em notas de 50€!!! Atenção que não era florins… ele queria euros!!!

 

Mas neste negócio, não facturava só o ilusionista. Desta farsa faziam parte 4 homens. Dois que apostavam erradamente na maioria dos casos, deixando sempre só 2 hipóteses para os mirones. Depois havia o ilusionista  e o último andava à “paisana” a verificar se a polícia chegava ou a ver se roubava alguma carteira.

 

Ora quando eles percebiam que tinham sido “topados”, saíam e voltavam horas depois para tentar enganar outros turistas.

 

Bem só espero que ninguém tire daqui a ideia deste truque mafioso… se vejo alguém a fazer isto pelas ruas de Lisboa, passo-me!

 

Claro que nenhum de nós apostou ou tentou adivinhar, embora a minha mana seja “pró” em descobrir sempre aquele que contém a bolinha.

 

Mas não foi por isso que deixámos de ser enganados…

 

Cansados e sabendo que tínhamos ainda que subir a Colina Gellért e Tabán, fomos a um café beber um refresco.

 

Pedimos tudo coisas que estavam na lista.

 

Eu e a minha mana pedimos um sumo de laranja que custava 300 florins (ou lá o que era).

 

Qual não é o nosso espanto quando na conta aparece o preço de 2 sumos como sendo 1200 florins!

 

A mulher não percebia (ou fingia que não percebia) a nossa indignação e veio trazer um medidor de líquidos.

 

O preço listado era relativo a 20 centilitros e não a 40 centilitros que era a capacidade do copo em que nos foi servido o sumo.

 

2ºAviso - Na Hungria verificar sempre a relação preço quantidade.

 

Depois de mais uma vez termos ficado surpreendidos com o descaramento húngaro, andámos cerca de 1 km para chegar à zona onde iríamos subir até às Colinas Gellért e Tabán.

 

E vejam quem encontrámos pelo caminho:

 

 

 

Sim, é ela, a Imperatriz Austro-húngara Isabel, conhecida por Sissi (chama-se a isto perseguição… já não bastou em Viena).

 

E a nossa subida para a Colina começou. A 1ªparagem foi para contemplar a Estátua de São Gellért.

 

 

 

Este monumento pode ser visto em qualquer ponto da cidade (imaginem a altura) e retrata o bispo Géllert no local onde se pensa que o mesmo foi assassinado. A estátua simboliza a bênção do bispo sobre Budapeste. Dali tem-se uma bela vista sobre Budapeste.

 

 
 

Continuámos a subir rumo à Cidadela.

 

Quando lá chegámos eu não sentia as pernas e o cansaço era imenso. Mal me lembro do que vi. Até porque eu quis foi sentar-me!

 

No cimo existiam canhões que em tempos serviram para os Habsburgos desencorajarem os Húngaros de conquistarem independência. 

 

Na foto é também visível o monumento alusivo à libertação de Budapeste do povo soviético.

 

É impossível descrever a vista da Cidadela, a foto diz tudo:

 

 

 
 
 
 

Ao descermos o Monte, até porque estava já a começar a anoitecer, passámos pela Igreja da Rocha. Faltavam 20 minutos para a mesma fechar e na bilheteira, o jovem deixou-nos entrar sem pagar. Mas na condição de apenas visitarmos parte da Igreja da Rocha e com a condição de dar uma contribuição para um santo.

 

 

 

A parte que podíamos visitar era precisamente o que queríamos e cada um de nós deu uma contribuição a um santo da Igreja.

 


 

Ah e sim é uma Igreja que fica dentro de vários rochedos.

 
 
 
 
 

Para voltarmos ao lado de Peste, atravessámos a ponte Isabel (Sissi). E depois de tentar procurar um restaurante que o meu pai queria, acabámos por passar na Rua Váci e basicamente foi a última gota das tramóias Húngaras.

 

Como dizem os meus alunos “Vai haver fight”! Mas pouco faltou!

 

Antes de nos trazerem o menu, vieram perguntar quais as bebidas que queríamos. Para começar enganaram-se e trouxeram-me uma Coca-cola quando eu pedi um Ice-tea. Mas nem foi grave. O pior está para vir… depois de efectuados os pedidos, trouxeram ao meu pai um prato que era tudo menos o que ele tinha pedido. O meu e o da minha mana traziam um bocado de carne… assim metade da palma da minha mão, repleto de molho e batatas fritas. O meu pai disse que aquele não era o prato que tinha pedido e furioso com a demora com que a reclamação foi tratada, pediu a conta. Demoraram uns 10 minutos e quando o meu pai insistiu com a conta, disseram que estavam a confeccionar a comida escolhida pelo meu pai.

 

Claro que ele insistiu em que lhe trouxessem a conta… mas aí é que foi a gota de água…

Cobraram 13 euros pela cerveja dele e cerca de 10 euros pelos nossos pratos mal servidos.

 

O meu pai ficou furioso e revoltado, tal como eu e a minha irmã. Prometemos a nós mesmos que íamos registar tudo e anotar os preços sempre que fizéssemos o pedido de qualquer coisa.

 

3ºAviso - Na Hungria ter atenção aos restaurantes escolhidos. E registar os preços de todos os nossos pedidos.

 

 

Tinha sido um dia bem exaustivo e aquela situação não nos deixou nada bem-dispostos. Relaxamos depois numa espécie de pastelaria “fina” junto ao nosso hotel. Tinha uma decoração fantástica! O meu pai e mana beberam um copo de vinho e todos pedimos um bolinho para consolar os nossos stresses.

 

 

 

(o famoso bolo "Panna cotta" pelo qual a minha mana é viciada)
 

No dia seguinte passámos pelo Parlamento para constatar que tínhamos que vir cedo se queríamos bilhetes para visitar o mesmo.

 

Visitámos a Basílica de Santo Estevão.

 

 

 
 
 

E outra história interessante, mas a qual me “passou” visto que não acompanhei a minha mana na visita e andei a deambular à minha maneira pela Basílica.

 

 

(e reparem... o único texto português que vimos)
 

Visitámos o Museu do Terror. Não se trata de uma casa de ficção com bonecos fantasmagóricos! Trata-se sim de um museu referente ao Holocausto.

 

 

 

No seu interior não pudemos tirar fotos, mas devo dizer que a Hungria passou um mau bocado entre aquele “jogo” entre a Alemanha e a União Soviética.  No museu havia fotos, roupas, depoimentos verídicos a passar em televisões (pessoas que diziam que comiam uma côdea de pão por dia e o que lutavam para o conseguir) e amostras de câmaras de torturas na cave do edifício. As mesmas eram reais e eu ia jurar que ainda cheiravam a gás! A minha mana achou o mesmo! Vimos câmaras em que os judeus eram obrigados a ficar no escuro até morrerem, outros em que eram obrigados a permanecer de pé dada a mísera área do compartimento. Se por ventura o judeu adormecesse, ou os joelhos cedessem, o mesmo habilitava-se a mais torturas. Depois vimos as tradicionais câmaras de gás e outros compartimentos onde os judeus eram deixados para morrer à fome. Eu nesse dia estava bem-disposta e brincalhona, mas depois de visitar o Museu, saí de lá abatida. Emocionalmente foi forte!

 

A seguir visitámos a Praça dos Heróis,

 

 

 

Vimos o exterior do Castelo Vajdahunyad,

 

 

 

a Igreja Ják e por fim tivemos sorte no local onde fomos jantar. Claro o meu pai colocou no HTC dele uma tabela em Excel com a listagem dos preços de tudo o que tínhamos pedido. E assim resolvemos ir aquele restaurante no dia seguinte. Ali eram sérios.

 

No dia seguinte custou acordar cedo (7:30 lá, e cá eram 6:30), mas tinha que ser para irmos ver o Parlamento. (Vou me lembrar desse dia sempre que tiver que acordar cedo. )

 

 

 

 
Mesmo assim só conseguimos bilhetes para as 11horas.
 
 
 

Durante a visita eis que oiço o seguinte comentário em Português: “Aquela ali de azul está sempre a passar à frente e a empurrar.”; “Quem?”; “A que está de azul com mochila.”

 

Eis que me rio e respondo: “Aquela ali de azul é minha irmã”.

 

E os rapazes que tinham começado com os comentários dizem: “Peço desculpa, mas ela está sempre à frente”.

 

Eu simplesmente encolhi os ombros e disse: “Não há lugares marcados”.

 

Fiquei orgulhosa da minha espontaneidade.

 

Outra das atitudes anti-tecnologia dos Húngaros é o facto de usarem sacos de gelo em vez de ar condicionado. No parlamento há um local próprio para pôr o gelo e refrescar as salas.

 

Passámos pelo mercado onde comprámos umas amoras a um bom preço.

 

 

 

 

 

Ficámos estupefactos pelo facto do peixe ser vendido ainda antes de ser morto. Sim eles estavam em aquários minúsculos e pelo que percebi as pessoas escolhem o peixe que querem e os vendedores pescam-nos na hora. Estranho!

 

Bem e nesse dia não vimos mais nada em especial. Até porque tivemos um contra-tempo… o cartão multibanco/visa do meu pai ficou numa máquina de levantar dinheiro. Não foi possível recuperá-lo porque a caixa multibanco não ficava perto de nenhum banco. Mas o meu pai tratou logo de cancelar o cartão.

 

Éramos para ver uma Sinagoga, mas a entrada era bem mais cara do que numa igreja. E achámos que não merecia a pena!

 

Assim recomendo que a visita seja feita em 3 dias, 4 para quem quiser visitar galerias de arte e todos os museus. Budapeste é muito bonito! Comparei muito a cidade a Viena, mas a meu ver, gostei mais.

 

 

Confesso que fiquei tocada porque o meu avô esteve em Budapeste de visita. E sempre que eu entrava numa igreja ou em algo bonito perguntava a mim mesma se o meu avô teria lá estado.

 

Mas Budapeste é uma cidade que vale a pena visitar.

 

No dia 12 de Agosto regressámos a Portugal, cansados da viagem, mas satisfeitos e mais ricos a nível de conhecimentos.

 

 

 
(os 3 turistas únicos e genuínos que viveram esta excelente viagem)
 

E novamente aquele sentimento de saudade do progenitor com quem estive nos últimos dias… (inversa à que havia sentido quando fui para Praga).

 

Ps:- Não podia deixar de partilhar a história da joaninha: - Estávamos no avião prontos a levantar voo, quando reparei numa joaninha que estava na janela do avião. Eu e a minha mana comentámos se ela ia fazer-nos companhia até Lisboa. “Joaninha voa voa que o teu vai para Lisboa”.

Então conforme o avião começou a ganhar velocidade eu e a minha mana começámos:

“- Joaninha foge ou agarra-te bem.”

Nisto a joaninha sai disparada…

Parecia aqueles bonecos dos filmes que são levados pela velocidade.

 

 


Publicado por... anynhasblog às 09:27
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