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Sábado, 9 de Julho de 2005
Homens bah...

Já lá vai o tempo em que um rapaz ansiava estar com a rapariga que o atraia… não lhe podia tocar e apenas podia falar com ela durante breves momentos na companhia da mãe… mas esse momento era por vezes o mais aguardado e ansiado. Todo o quotidiano reproduzido pelo rapaz era em função daquele momento. Toda aquela química e ansiedade levava o rapaz a desejar estar sempre com a rapariga e a desejá-la cada vez mais, levando-o ao casamento…

Hoje em dia as coisas não funcionam assim… o rapaz não precisa de ansiar pelo casamento para ter a jovem que o atrai debaixo dos seus lençóis…  As questões de honra e compromisso tão valorizadas no passado, foram-se dissimulando com o tempo e cada vez mais é possível a um rapaz ter sexo com uma rapariga sem contrair matrimónio. Ora tudo ficou mais fácil, o rapaz não tem de ansiar por um momento, não tem que debater o seu quotidiano em função de um momento do dia em que se trocam meia dúzia de palavras… Tanto os rapazes como as raparigas basta saírem num dia a noite, travarem dois dedos de conversa entre si e deixar o clima desenrolar que logo acabam os dois juntos na cama…

O mais difícil tornou-se o mais fácil e não é por isso que os rapazes e as raparigas se tornam mais felizes… É claro que trocar sucessivamente de parceiro traz a alegria da liberdade, experiência, exibicionismo, auto estima; mas será isso o mais importante? É isso que nos realiza?

Estive a pensar e comparei os encontros de rapazes e raparigas com jogos de computador… Digamos que todos os jogos dão-nos acesso ao 1ºnível… mas depressa aparecem as dificuldades do jogo e só conhecendo bem o jogo é que nos é possível passar de nível em nível. Comparando os “flirts” com os jogos de computador poderei dizer talvez que o 1ºnível é sair para tomar café, o 2ºnível já seria a capacidade de se estabelecer uma boa conversa, o 3ºnível seria os primeiros elogios de engate, o 4ºnível já traria um beijo, o 5ºnível já traria apalpões e algo mais… e o 6ºnível o sexo… o 7ºnível seria a repetição sucessivas dos vários níveis até agora atingidos, o 8ºnível seria a paixão e por fim o 9º seria o amor…

 

Pensando assim, existem muitos casos em que nunca se chega ao nível 8 e 9… é muito raro… uma curte quanto muito chegará ao 6 ou 7, passando pelos bónus que levam o nível 5º directamente para o 6º.

Mas porque será que gostamos de deixar tantos “jogos” por descobrir o final? Tantos jogos que nos entretêm e depois quando estamos no bom caminho, fugimos, fartamo-nos, arranjamos outras coisas para fazer, etc…

Porque procuramos alcançar o mais fácil e o que está mais ao nosso alcance? Porque não nos preocupamos em gostar e alguém, descobrir o ínfimo de alguém antes de deixar esse alguém para trás?

È claro que a paixão e o amor tem muito que se lhe diga, muitas das vezes queixamo-nos que não amamos e não somos amados… mas será que chegámos a dar oportunidade para tal? Será que não podíamos fixar a outra pessoa nos olhos enquanto falamos e não apenas nas boas coxas que essa pessoa possa ter, ou nos lindos olhos, ou no cabelo, ou no traseiro, etc… Prolongar ao máximo o momento do conhecimento para que o beijo e o sexo saiba a algo que já há muito queríamos conquistar, uma meta que atingimos e que nos sentimos bem por isso porque estamos com alguém interessante que superou todos os nossos defeitos e virtudes até chegar ao que mais desejávamos. Não nos apaixonamos de qualquer maneira, existe muito que está por trás de um amor/paixão, mas estes dois sentimentos não são impossíveis. E a atracção existe… e pode ser a base dos primeiros níveis do jogo do amor! J

Por vezes quando traçamos um caminho e um objectivo, o mais importante é o caminho que percorremos e não o que se alcança no fim. Existe uma frase de Paulo Coelho que fala disto no livro “Diário de um Mago”.

 

Já nada é como dantes, não começamos pelo mais difícil, agora começa-se pelo mais fácil, mas a verdade é que o respeito mutuo entre casais perdeu-se muito nos últimos anos e já não há casamentos como os de antigamente.

 

Esta minha reflexão toda que me remeteu ao passado foi por causa dos meus avós… A situação que o meu avô está a passar tem derrotado imenso a minha avó. Mas o que é belo de se ver é a cumplicidade e o carinho que existe entre os dois. Acho que nunca me tinha apercebido bem do amor que os une nestes 46 anos de casados. Cada um tem defeitos, mas cada um sabe viver com o outro e sabe-o respeitar. É mesmo um amor puro que os une… não sei explicar… e só gostava que houvesse mais casais assim… casais que não caíssem na monotonia do quotidiano. Casais que aumentassem cada vez mais o amor em vez de o deixarem escassear. Casais que fossem fruto de um conhecimento mútuo, antes de unirem o seu corpo numa troca de amor e prazer…

 

Um grande beijinho a todos


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Publicado por... anynhasblog às 20:01
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1 comentário:
De Método DeRose - Yôga a 4 de Outubro de 2007 às 01:59
Olá :)

Gostei muito do texto mas gostaria de dizer que os homens não são mesmo todos iguais. Talvez aceite que possa ser dificil encontrar sensibilidade no sexo masculino.

SwáSthya!


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