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Quarta-feira, 27 de Julho de 2005
Homenagem que li no funeral do meu avô

Todos que aqui estamos presentes podemos ter orgulho em ter conhecido o meu avô Adelino.

 

Ele sempre foi um ideal de virtudes, valores que apenas tinha como objectivo fazer os outros felizes à sua volta. Todos se lembram dele com um sorriso esboçado no rosto e com a flauta atrás de onde saíam melodias que por mais que se procure, nunca encontraremos uma igual às que ele tocava. Era o toque da flauta, a sua doce expressão e o carinho presente nas suas palavras, que nos animava a todos e nos mostrava a não indiferença à sua presença.

 

A minha avó, mãe, mana e eu partilhámos não só com ele momentos tenebrosos e difíceis como também momentos alegres, divertidos e animados. Todos esses momentos estão no nosso coração e eternamente serão recordados até ao momento em que o nosso corpo seja deixado na terra e o nosso espírito suba ao encontro do meu avô. E aí sim, poderemos compartilhar a plenitude que ele está neste momento a viver e olhar pelos entre queridos que temporariamente deixámos, tal como ele nos olha agora.

Agora que ele está junto de seus pais que tanto o amam, sogro, sobrinhos, entre outros amigos, o seu maior desejo é que todos sejamos felizes e façamos uso daquilo que ele nos transmitiu quando deu vida ao corpo que temos à nossa frente.

 

Parece que ainda foi ontem que lá em cima na igreja ele me mostrou um poema no livro de cânticos intitulado: “Em vida irmão! Em vida!”. Este poema demonstra o quanto é importante valorizarmos as pessoas durante a sua vida e não só depois da sua morte:

 

EM VIDA, IRMÃO, EM VIDA

 

Se queres feliz fazer

Alguém a quem queiras muito...

Diz-lhe, hoje, o teu querer

Fá-lo em Vida Irmão, em Vida...

 

Se desejas dar urna flor,

Não esperes que ela murche

Manda-lha, hoje, com amor

Fá-lo em Vida Irmão, em Vida...

 

Se desejas dizer “gosto de ti”

À gente da tua casa, que te é querida,

Ao amigo perto ou longe,

Fá-lo em Vida Irmão, em Vida...

 

Não esperes pela sepultura

Das pessoas, para as amar

E dar- lhes a sentir a tua ternura

Fá-lo em Vida. Irmão, em Vida...

 

Ser venturoso mereces

Se aprenderes a fazer felizes

A todos os que conheces

Em Vida, Irmão, em Vida...

 

 

Nunca visites panteões

Nem enchas tumbas de flores

Enche de amor corações

Em Vida. Irmão, em Vida...

 

Pe.Feytor Pinto

 

 

 

E foi isso que o meu avô sempre fez durante a sua vida! Encheu-nos sempre de amor e se calhar é por isso que por muito que ele tenha sido retribuído durante a vida, somos incapazes de não lhe prestar este último culto ao seu corpo inerte. Contudo isto não é uma última homenagem ao meu avô! Eu sinto-me honrada em ser sua neta e irei homenageá-lo para sempre com todos os momentos glorioso da minha vida! Se eu estiver feliz, sei que ele também estará por mim!

 

“Adeus minhas queridas” está no meu ouvido pois era o que dizia a mim e à minha mana, quando estávamos um tempo sem nos ver.

 

Descansa em Paz meu querido avô e mais uma vez “Obrigada por tudo”.

 

 

Gostaria só de relembrar alguns dos seus grandes feitos, pois quando ele ainda estava em casa e a sua saúde parecia ter recuperado, ele chamou-me para os descrever:

- Alistou-se na PSP em 1955

- Ingressou na Polícia de Viação e Trânsito, tendo obtido duas condecorações/ louvores pelo seu desempenho.

- Foi colaborador dos seguintes jornais católicos:

                        - “O Mineiro” com sede nas Minas da Panasqueira

                        - “O Nabão” em Tomar

                        - “Voz do Sado” em Alcácer do Sal

                        - “Voz de S. João de Areias” em Viseu

- Colaborou com outros jornais como o jornal do Fundão e enviou inúmeros artigos para outras imprensas que esporadicamente os publicavam.

- Foi cursista e esteve empenhado como leigo ao serviço da igreja. Desempenhou a função de Salmista durante mais de 15 anos. Também foi um dos principais obreiros na construção da Paróquia da Nossa Senhora da Boa Nova na Reboleira.

- Foi tenor no grupo coral da Cruz Vermelha e Sporting.

 

 


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Publicado por... anynhasblog às 19:58
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