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Terça-feira, 24 de Maio de 2005
death

Pensamos que só acontece aos outros, e quando menos esperamos... ela dá-nos um "encontrão" no coração...

 

cada vez que falamos nela, batemos três vezes na madeira e tentamos mudar logo de assunto...

 

Só o nome dela, assusta e não deixa qualquer um indiferente...

 

Morte...

 

A morte é quando damos a nossa última expiração... algo parecido com a primeira inspiração que damos ao sairmos do útero da nossa mãe...

 

A morte é algo que deixa um vazio... algo que não aceitamos, algo que queremos evitar... mas que por fim acabamos por assumir porque é algo inevitável a todos...

 

Pensamos nela, apenas quando ela se aproxima de nós...ou quando nos toca em alguém querido...

 

É dificil aceitá-la... acho que não é algo que se aceite de um dia para o outro... existe sempre um período de aceitamento e compreensão preenchido com muita dor e revolta...

 

Há pessoas que choram, outras interiorizam as lágrimas e há mesmo aqueles indiferentes e que pensam... "tinha de acontecer"; "foi melhor assim"...

 

A verdade é que a concepção do final da vida, é algo muito subjectivo, abstractro e que não aceitamos facilmente...

 

Queremos acreditar que é tudo mentira, que estamos num pesadelo e que mais trade ou mais cedo vamos acordar e suspirar de alívio...

 

Mas quando vemos que "esse acordar" não se dá... sofremos muito...

 

É incrivel a vida, pensar que há uma, duas semanas, pensava no fim do semestre e no trabalho de Verão e que agora a minha única preoupação é estar com ele... dar-lhe atenção... e dar apoio a quem está provavelmente a sofrer mais que eu...

E no fundo mesmo sabendo que a possibilidade de ele se esquivar da morte é minima, eu ainda continuo com Fé e a rogar a Deus por um milagre...

 

Existe uma esperança no meu coração... não páro de procurar tds os dias de procurar informação sobre essa temível doença que não há meio de ter cura. Vou a todos os sites, procuro saber e estar informada de todos os passos da possível cura. Revolto-me contra a indiferença dos médicos e a minha inutilidade de não poder fazer nada...

E ao mesmo tempo, na minha cabeça surgem várias imagens de possíveis acontecimentos... não resistir à cura, resistir à cura e sobreviver, desfalecer lentamente até ao fim...

 

E ainda de maneira egoista, penso... k será de mim sem ele...?

E os outros à minha volta?

 

E ele? Ele merece viver mais e partilhar connosco muitos mais bons momentos...

Eu quero que ele me veja formada... é um sonho dele...

Eu quero que ele veja a minha mana crescer...

Quero que ele continue a tocar e cantar como smpre fez....

Quero que ele me volte a pedir para passar textos para ele mandar para o jornal...

Quero ouvi-lo refilar comigo porque só como porcarias ou porque estou amarela/ pálida...

Quero que ele me chateie na praia para ir correr em vez de ficar a ler ao sol...

Quero voltar a vê-lo a cantar na igreja o salmo...

Quero tocar flauta com ele, no Natal...

 

Eu só quero que ele possa ter mais dias felizes nesta vida...

Eu já perdi o meu "pai biológico" quando ele saiu de casa... não quero agora perder este que o substitui...

Ele é o meu padrinho de Crisma... foi ele k despertou a minha veia poética, que me levou à catequese muitas vezes e que me levou ao encontro de Deus...

Como é que se pode ficar indiferente a alguém tão importante para nós, quando essa pessoa não está bem... como????

Que Deus te ajude avô... e as tuas melhoras...

 

"Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice, não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua" (S. Lucas 22, 42)


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Publicado por... anynhasblog às 19:55
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